segunda-feira, 25 de junho de 2012

Amazon Beer – Forest Pilsen e River Lager

Conforme prometido no post da Forest Bacuri, vamos falar das outras duas cervejas da Amazon Beer que experimentamos: a Forest Pilsen e a River Lager.

A Forest Pilsen é a cerveja "de trabalho" da Amazon. Aquela para tomar no dia a dia. É uma cerveja amarelo-clara, com pouca presença de álcool (3,5%), aroma de panificação e fermento, e com boa formação de espuma, embora nada persistente.

Assim como a Bacuri, a impressão que tivemos é a de que a Forest Pilsen é uma cerveja feita para agradar. Tudo é muito suave e talvez seja esse o problema... carece de alguma característica marcante, para que não fique sendo apenas mais do mesmo. Ainda assim, eu achei interessante e acho que ela cumpre muito bem o papel a que se propõe. Gostei mais da Bacuri, porque é mais aromatizada, algo que me encanta em uma cerveja, quando bem inserido.

Karla Andrade: Eu também não fui muito seduzida por essa cerveja... Achei ela sem sabor e bem "esquecível". O que o Gustavo fala em baixo da problemática da nomenclatura também me incomoda bastante, principalmente porque sou uma fã de carteirinha das pilsens originais. 

Já a River Lager tem uma coloração mais forte, dourada, e espuma com as mesmas características da Forest Pilsen. O aroma menos intenso que o da sua irmã, mas em que podemos perceber mais presença de lúpulo, um aroma herbal. O sabor é mais encorpado e com o amargor característico que o aroma de lúpulo anunciava. Também percebemos o álcool mais presente (4,8%) e ambos, o álcool e o amargor, bem inseridos. Apesar disso, o sabor é pouco persistente.

Nem precisa dizer que gostamos mais da River do que da Forest. E é engraçado, porque quase todos os comentários que li na web dizem que a River tem pouco lúpulo e malte pronunciado. Talvez o fato de a termos experimentado logo depois da Forest tenha nos dado essa impressão de mais lúpulo.

Karla Andrade: A River realmente foi bem mais interessante! E considero que o fato de termos degustado ela logo em seguida da Forest influenciou nessa percepção. Ela é uma cerveja para aqueles que, como eu, preferem um pouco mais de amargor em suas "cervejas de trabalho".

Enfim, acho extremamente válido termos uma cervejaria no norte do País, ocupada em produzir cervejas de qualidade. Precisa de ajustes? Sim, mas dentro da proposta de serem cervejas agradáveis (em todos os sentidos) ela acerta. E anunciam que a vida da Cerpinha não vai mais ser fácil...

A única ressalva que eu faço, que me chamou bastante a atenção, é com relação à nomenclatura. Chamar a Amazon Forest Pilsen de pilsen é a sacramentação da visão brasileira de que pilsen é uma cerveja fraca e (quase) sem gosto. Não sei se já é reconhecido um estilo pilsen brasileiro (o que justificaria e encerraria a questão) ou se realmente não adianta mais mudar essas coisas, mas acho que isso causa uma confusão desnecessária e atrapalha quando vamos apresentar uma pilsen de verdade para as pessoas, que esperam suavidade e tomam uma paulada de lúpulo.


quinta-feira, 21 de junho de 2012

Destinos cervejeiros nos EUA

Quer conhecer os Estados Unidos, mas quer fugir do óbvio (NY, Miami, LA...)? Adora cerveja, principalmente as pequenas/microcervejarias? Gostaria de saber mais sobre a cena cervejeira norteamericana?

Seus problemas acabaram!!

Um jornal americano publicou uma matéria listando as 10 melhores cidades americanas para amantes de cerveja passarem férias. São cidades praticamente desconhecidas de nós, brasileiros, como Burlington, Fort Collins, Charlottesville, etc. E algumas mais familiares, como Seattle, San Diego e Milwaukee.

Esta última, inclusive, é lar da cervejaria Miller e do time de baseball Milwaukee Brewers (os Cervejeiros de Milwaukee, sugestivo, não?). Eu, pessoalmente, não conheço os EUA, mas tenho vontade e tá aí uma boa dica para começar. Se alguém quiser fechar um pacote para essas cidades e nos chamar para apreciarmos juntos, o passeio e as cervejas, é só escrever ali nos comentários!!

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Cervejas Trapistas

Li no oBIERcevando que um monastério austríaco, o Stift Engelszell, se tornou a oitava cervejaria no mundo autorizada a utilizar a denominação "Trappist" em suas cervejas. Só para vocês terem uma ideia, das outras sete, seis estão na Bélgica e uma na Holanda. As cervejas trapistas são produzidas apenas em mosteiros da Ordem Trapista. Segundo a Wikipédia,
"A Ordem Trapista (oficialmente, Ordem dos Cistercienses Reformados de Estrita Observância, ou em latim Ordo Cisterciensium Strictioris Observantiæ, OCSO), é uma congregação religiosa católica derivada da Ordem de Cister.

O seu nome é devido ao mosteiro cisterciense de Nôtre-Dame de la Trappe (no departamento de Soligny-la-Trape), o primeiro a ser reformado, em 1662, por Armand-Jean Le Bouthillier de Rancé, o fundador da Ordem.

Os trapistas são monges beneditinos cenobitas, isto é, vivem em comunidade, o que os difere, por exemplo, dos monges cartuxos, que são eremitas ou anacoretas, isto é, religiosos de vida solitária.

"Trapista" é um "apelido" da "Ordem Cisterciense da Estrita Observância" (existe também os monges da Ordem Cisterciense da Comum Observância). Este apelido nasceu justamente do fato de que seu primeiro mosteiro foi a Abadia de La Trappe, conforme mencionado. Não tem nada a ver com "trapos" ou que seriam monges "esfarrapados", confusão muito comum, um "mito" acerca dos trapistas."
Nem todos os mosteiros trapistas produzem cerveja, e mesmo os que produzem, devem observar critérios bastante rigorosos para que sua cerveja receba a denominação trapista. Cervejas produzidas por monastérios de outras ordens religiosas são simplesmente chamadas "de abadia".

Cervejas das sete cervejarias trapistas, disponíveis em 2009.
Da esquerda para a direita: Achel, Westvleteren, Orval,
Rochefort
, Chimay, Westmalle and La Trappe (Koningshoeven).
Foto: Robin Vanspauwen/Bram Weyens

Para conhecer os rigorosos critérios trapistas e ler a notícia na íntegra, acesse o oBIERcevando.

terça-feira, 12 de junho de 2012

Querida, cadê o abridor??

E agora? Precisa abrir uma garrafa de cerveja e não sabe onde está o abridor? O vídeo abaixo mostra várias maneiras (a maioria altamente não recomendável) de tirar a tampinha:



E você, já abriu uma garrafa de maneira inusitada?

Amazon Beer - Forest Bacuri

Bem, e como voltamos à ativa durante as comemorações do Dia da Cerveja Brasileira, nada melhor do que falarmos de uma cerveja autenticamente brasileira: a Forest Bacuri, da Amazon Beer. A Amazon Beer é uma cervejaria e restaurante paraense, sediada em Belém. Além da Forest Bacuri, a Amazon produz outros cinco tipos de cervejas, disponíveis on tap, ou, como convencionamos chamar no Brasil, chopps.

No site da Amazon, apenas a Forest Pilsen e a River Lager (posts em breve) estão disponíveis na versão engarrafada. Mas a Forest Bacuri que experimentamos também veio em garrafa, long neck. Cortesia do nosso grande amigo Gerson, que mora em Belém e nos visitou durante o feriado.

Sobre a Forest Bacuri: é uma lager (uma fruit beer, para ser mais preciso) que, como o nome entrega, leva em sua receita o bacuri, um fruto típico da região amazônica. Segundo o rótulo, a receita inclui a polpa e aroma de bacuri. Nunca experimentei a fruta, in natura ou qualquer outra receita com ela, motivo pelo qual não posso dizer o quão fiel ao sabor ou ao aroma da fruta a cerveja ficou. Mas a cerveja é ótima!!

Ela tem uma coloração amarelo-palha, bem mais clara do que a foto. Produz muita espuma e bastante persistente, o que também podemos conferir na foto e que o barulho feito quando abrimos a tampa da garrafa já nos permite antecipar. É uma cerveja muito aromática, perfumada, até. Alguns avaliadores consideram o aroma artificial ou quase isso, mas eu confesso que achei muito agradável, bem floral e frutado, mas com uma suavidade encantadora.

Aliás, suavidade é a palavra-chave aqui. O sabor traz os mesmos florais do aroma, e me lembrou bastante jambo. Em seguida, o malte brota no paladar com o característico sabor de pão. Muito interessante e equilibrado. Praticamente não há amargor, nem presença de álcool, que o rótulo informa 3,8%.

Enfim, foi uma grata surpresa, que pretendo repetir (se possível, in loco). É uma boa cerveja para se ter em casa e tomar descontraidamente, e para apresentar àquelas pessoas que dizem que não gostam de cerveja porque acham a bebida amarga. Gostaria de ver outras versões, mais potentes, talvez, da Forest Bacuri. Quem sabe uma witbier ou, se eu não estiver sendo muito ousado, uma IPA amazônica, evocando o espírito dos primeiros desbravadores do Norte do nosso Brasil. Fica a sugestão.

Karla Andrade: Bem, eu já havia provado chopp de bacuri, quando estive em Belém uma vez, e não gostei de jeito nenhum. Achei bastante doce.
Mas essa cerveja foi diferente. O que mais me chamou a atenção  foi a intensidade do aroma floral. Isso mesmo! Aroma e sabor de flor! Para ser mais precisa, de rosas!
Para quem já teve a oportunidade de tomar algum suco que contivesse em sua receita água de rosas (muito comum em sucos de uva de restaurantes árabes), foi exatamente a mesma sensação que tive. O problema é que essa sensação após alguns segundos se transformou em um sabor mais azedo... Também senti falta de um pouco mais de corpo e de álcool. 
De todo modo, foi uma grata surpresa e tirou minha urucubaca de bebidas de bacuri :-) 
Agradecemos de coração nosso querido amigo e esperamos poder provar novamente essa cerveja em sua companhia!

quarta-feira, 6 de junho de 2012

O Rei está morto. Longa vida ao Rei!!!

É com honra e alegria que anunciamos o retorno do Rei de Copos à vida! Para quem gosta de cerveja, como eu e a Karla, não poderia ser em melhor hora, durante as comemorações do Dia da Cerveja Brasileira.

Infelizmente, não deu tempo de entrar no ar no dia 5, mas ainda é oportuno.

Em breve, novas postagens sobre o ouro líquido!

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Erdinger Pikantus

Já havia escutado muito bem sobre essa Erdinger e, em uma ida ao Pão de Açúcar, a encontramos e resolvemos experimentar.

(essa foto não é originariamente nossa...hahaha. Esquecemos de tirar... :-P)

A Erdinger Weissbräu é uma cervejaria alemã que, desde 1.886, produz vários estilos de cerveja.

A Pikantus é um desses: uma Weissenbock, ou seja, uma cerveja escura, feita a partir de trigo, com o teor alcoólico de 7,3%.

O que mais me chamou a atenção nessa cerveja é que ela não é muito lupulada, chegando a ter um sabor mais adocicado mesmo. Às vezes é uma boa opção para quem gosta da Malzbier e quer experimentar outras marcas.

De todo modo, fiquem tranquilos os anti-Malzbier também, porque o doce não é muito acentuado, nem tampouco chega a ser enjoativo.

O nome dela vem do fato de existir um sabor picante, que, infelizmente, não senti.

O creme é persintente e bege e o aroma tem um "quê" de torrado e frutado.

É uma boa opção para esses últimos dias chuvosos de Brasília.